Antes de começar a escrever o que aqui me
traz, e lembrando para mim que não é meu apanágio tal conduta, acho importante
referir dois prévios, relevantes para a minha motivação em me debruçar sobre
este assunto, e nesta altura: i) comprometi-me a fazê-lo e não achando melhor
altura, esta, que para a pessoa que tratarei neste texto se manifesta, no meu entender,
como um momento agridoce, espelha perentoriamente como o trabalho frui tarde ou
cedo e que ele compensa se for bem delineado e se acreditarmos nele. ii)
avizinham-se grandes projetos sobre a sua alçada e, analisando de uma perspetiva
pragmática e não tomando parte, parece-me que esta altura é propícia a essa
consumação engrandecedora que chegará – dir-me-á a pessoa em questão, que isto
são só os inícios, e tem razão.
Feita esta nota introdutória, augura-me
explicar que não sou de “seguidismos” (sem qualquer desprimor para quem o
seja), e que a minha capacidade em apontar falhas para além da euforia é por
demais aguçada, contudo, não querendo soar a adulação ou culto ao chefe, o
projeto que vos transmito define-se com poucas falhas, isto é, ainda que tenha
limagens a fazer, a sua genuinidade e característica fazem com que as mesmas se
resolvam por si. Essas premissas, antes de qualquer contacto mais próximo com o
Filipe, a pessoa que tratarei hoje, ou mesmo qualquer um dos camaradas que
abraça este projeto – como é seu costume, não posso ser eu a esquecer-me que
não está sozinho -, são possivelmente aquilo que me faz, volvidos possivelmente
perto de dois anos de militância (o ativismo da mesma é sempre discutível),
manter-me crente de que o aparelho político pode realmente funcionar; não que
eu não acredite nas possibilidades do mesmo, mas porque vou conhecendo as
impossibilidades que lhe vão colocando.
Estes indicadores, juntamente com a noção
clara da democracia e da liberdade de escolha e opinião, num ambiente em que o
ideário se presta a “ausência”, ou mesmo a “ditadura da ideia” (que às vezes se
confunde a firmeza da ideia, com a total abolição da ideia dos outros),
fazem-me crente de que existe um líder capaz, líder esse que potencia a ideia
de que existem sempre primeiro os “outros”, iguais e justos, vítimas da
paridade e não do capricho dos instrumentos, e que julgo ser primeiramente um
humanista do que um “democrata, laico e soarista”, como tanto se preza a dizer.
Lembro, todavia, que ninguém é bafejado pela
perfeição e que existirão ódios, azedumes ou mesmo gostos que não convergirão,
mas como me prestei a dizer-lhe: “se discordarmos alguma vez, falaremos sobre
isso”, acredito que isso acontecerá, com a postura democrata que o caracteriza.
Não pretendo com isto alargar-me em grandes
elogios, mas numa altura em que o coordenador da nossa concelhia da JS, Filipe
Barroso, camarada e amigo, terá a amargura da perda de duas figuras que tanto
admira, e a alegria de um grande evento protagonizado pelo sábio e assertivo Vítor
Ramalho, que deu o mote para aquilo que se espera, um grande ano de Juventude
Socialista, achei por bem demonstrar o meu apreço, em nome da minha pessoa e
daqueles que se revirem nas minhas palavras, um muito obrigado por numa altura
em que os rumos escasseiam, acreditarmos em simultâneo que existe um rumo
certo.
Daniel Xavier Lopes,
Um Socialista de punho serrado e mão aberta.
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